Dia internacional da mulher é dia de reflexão - Santa Tereza Tem
Logo

Dia internacional da mulher é dia de reflexão

O Dia Internacional das Mulheres, o 8 de março, é uma data para lembrar a luta que as mulheres vêm empreendendo a séculos por trabalho digno, condições de vida melhores e contra a violência pelo simples fato de nascerem ELAS.

Apesar de muitas conquistas, a mulher ainda continua sendo tratada, guardadas as devidas exceções, como um objeto, propriedade de seus companheiros e pais. A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no País e na grande maioria das vezes, o agressor está dentro de casa. Ela está como no filme “Dormindo com o inimigo”.

Isto sem falar da disparidade de salários entre os gêneros, que ainda é gritante, chegando a ser de até 30% entre os mesmos cargos!

Então fica claro: não é um dia só para presentear e parabenizar as mulheres, mas para que todos, homens, inclusive elas, reflitam sobre desigualdades de gênero e principalmente a violência. Se você não compartilhar dessa luta, não precisa parabenizar ou presentear as mulheres, porque esta data vai muito além. Reflita sobre isso.

Dados da violência

Em Minas Gerais, segundo dados do Governo de Minas, a cada dois dias uma mulher morre vítima de violência doméstica. Em 50% dos casos, os assassinatos foram causadas por facas, tesouras ou canivetes. São crimes cometidos por maridos, namorados, ex-companheiros, entre outros.

Em todo o Brasil, somente em 2021, 3.878 mulheres foram vítimas de homicídio. Os casos registrados como feminicídio, que é quando a vítima é assassinada pelo fato de ser mulher, chegaram a 1.341, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com um relatório da Polícia Civil de Minas Gerais, 155 mulheres foram vítimas de feminicídio naquele ano. Em 2022, foram 163, além de outras 195 tentativas de feminicídio.

Em briga de marido e mulher, mete-se sim a colher – Denuncie

Um antigo ditado diz que “Em briga de marido e mulher não se mete a colher”, mas está errado, mete-se sim para que a violência contra a mulher diminua e essas mortes não ocorram, é preciso que os vizinhos, as famílias, denunciem os agressores.

Se você for vítima de violência ou conhece alguém sofrendo com isso, não se cale, denuncie! A denúncia pode ser anônima.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia: telefone 181. O canal garante o anonimato e sigilo da pessoa que faz a denúncia e garante a participação da sociedade no combate à criminalidade.

Canais de ajuda

Além do 181, em situações de emergência, as denúncias também podem ser feitas pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil).

Na página da Delegacia Virtual é possível registrar ocorrências de ameaça, lesão corporal, agressão e descumprimento de medida protetiva.

As vítimas também podem utilizar o aplicativo MG Mulher, disponível gratuitamente para Android ou iOs, que conta com endereços e telefones de delegacias, unidades policiais e instituições de ajuda mais próximas, vídeos, áudios e textos para orientar as vítimas, além da possibilidade de criar uma rede de contato com pessoas de confiança que podem ser acionadas em uma emergência.

Disque Denúncia Nacional (Central de Atendimento à Mulher): 180 (sigilo completo do denunciante)

Disque Direitos Humanos Estadual: 0800 31 11 19 (sigilo completo do denunciante)

 Bem-Vinda – Centro de Referência Bem Vinda de Belo Horizonte 

Orienta mulheres em situação de risco e, se necessário, encaminha à Casa Abrigo Sempre-Viva . O endereço da Casa Abrigo Sempre-Viva é sigiloso e ela recebe filhos menores de 18 anos.
Rua Hermilo Alves, 34 – Santa Tereza – BH/MG – cep 30.110-060
Telefones: (31) 3277.4379 / 3277.4380   Fax: (31) 3277.9758

 CAVIV – Centro de Apoio às Vítimas de Violência Intra-familiar de Belo Horizonte
Rua Espírito Santo, 505 – Centro – BH/MG – cep 30.160-030
Telefone: (31) 3277.9761   Email: caviv@pbh.gov.br

 NAVCV – Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos de Minas Gerais
Rua da Bahia, 1.148 – sala 331 – Edifício Maleta – Centro – BH/MG – cep 30.160-906
Telefone: (31) 3214.1897 / 1898   Fax: (31) 3214.1903   Email: crimesviolentos@yahoo.com.br

 Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte
Rua Pernambuco, 1.000 sl. 18, 21 e 22 – Bairro Funcionários – BH/MG – cep 30.130-150 Tel: (31) 3261.0696 / 3236 / 4421  Fax: 3261.7971  Email: coordenadoria.mulher@social.mg.gov.br

 Conselho Estadual da Mulher
Rua Pernambuco, 1000 – Funcionários – CEP: 30130-150
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª de 08h às 12h e 14h às 18h
Telefones: 3261-0696/ 7971

Delegacia especializada de crimes contra a mulherAv. Barbacena, 288 – Barro Preto -Telefone: (31) 3330-5707
Disque denúncia: 180 (denúncia anônima)

 Curso Para Capacitação e Geração de Renda Para Mulheres
Rua Pernambuco, 1000 – Funcionários – CEP: 30130-150
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª de 08h às 12h e 14h às 18h
Telefones: 3261-0696/ 7971

 Centro de Referência em Violência Doméstica e Exploração Sexual
Rua Santo Agostinho, 1271 – Instituto Agronômico – CEP: 31035-490 / Horário de funcionamento: 2ª a 6ª de 8h às 18h
Telefone: 0800-2831244

 Coordenadoria Municipal de Direitos da Mulher
Rua Espirito Santo,505, 9º andar,Centro
Telefone: (31) 3277-9758 / Fax: 3277-9754 / E-mail: comdimbh@pbh.gov.br

Disque Cidadã – Central de atendimento às mulheres de Belo Horizonte.
Telefone: 3277-4755 / Atendimento: 2ª a 6ª de 8h às 18h

Cidadania da Mulher
Telefone: 3277-4571

 Atendimento/acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica – Pastoral da Mulher Marginalizada de Belo Horizonte 
Rua Bonfim, 762, Bonfim
Rua Além Paraíba, 228, Lagoinha
Telefones: 3422-5968/ 3428-8115/ Fax: 3221-8923 / E-mail: apmmbh@yahoo.com.br

Um pouco da história da luta das mulheres

Com muita luta, as mulheres, devido ao movimento feministas, conseguiram grandes vitórias, mas ainda há muito a ser feito. E quando você for questionar o feminismo, lembre-se que por causa dele e da luta dessas mulheres é que hoje você pode votar, pode trabalhar na profissão que quiser, ter a vida que escolher e ter amparo jurídico.

No mundo

Maio de 1908: Nova York. Igualdade econômica e politica com o movimento Pão e Rosas.

1909: greve têxtil nos EUA.

1910: II Conferência Internacional Mulheres Socialistas na Dinamarca. Proposta do dia internacional das mulheres

25/3/1911: 130 mulheres operárias morrem em incêndio em fábrica têxtil nos EUA

Mulheres são trancadas na fábrica e esta é incendiada pelos patrões

8/3/1917: 90 mil operárias russas contra a fome, a guerra e más condições de trabalho. Movimento Pão e Paz

1921: oficializada a data de 8 de março em homenagem às 130 operárias que morreram queimadas em 1911.

1945: ONU declara igualdade entre homens e mulheres

1975: ONU reconhece o 8 de março em referência ao movimento Pão e Paz

No Brasil

1932 as mulheres adquirem o direito de votar Esse direito veio com a luta das mulheres conhecidas como sufragistas.

1962 a mulher casada deixa de ser considerada juridicamente incapaz.

 1975 (Ano Internacional da Mulher), é criado o Movimento Feminino pela Anistia.

1977, a mulher conquista o direito do divórcio.

1985: Primeira Delegacia Especializada da Mulher

1988, a mulher conquista os mesmos direitos dos homens em relações conjugais.

2002, o homem perde o direito de anular o casamento em caso de a mulher ter perdido a virgindade antes do matrimônio.

 2005, o termo “Mulher honesta” foi retirado da legislação, garantindo a liberdade sexual e proteção à sua integridade física.

2006, entra em vigor a Lei Maria da Penha.

Matérias relacionadas
Lei garante cirurgia plástica a mulheres vitimas de agressão

Luiza Brunet e todas as mulheres brasileiras

Entre a burocracia e a violência contra as mulheres

Anúncios