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Turma de sapateado ganha bolsas para estudar no exterior

Turma de sapateado de escola em Santa Tereza  ganha bolsas para estudar no exterior

Professora busca apoio da comunidade para tornar essas bolsas possíveis
Reportagem e imagens: Letícia Assis

No Centro de Dança Luana Campos, com sede em Santa Tereza, as aulas vão além do flap, do toe ou stap (nome de alguns dos passos do sapateado), ultrapassam as técnicas da dança e começam pelo espírito colaborativo. “Trabalhamos muito com criação e valores. Buscamos misturar as classes sociais, pensar na dança de uma forma mais democrática para o acesso à arte”, explica a professora da escola, Luana Campos, que também é responsável por trazer o primeiro festival de sapateado da capital, o Sapateia BH.

A prof. Luana Campos

Foi por meio dessa iniciativa, dentro do Projeto Faço Parte dessa Arte,  que atende crianças e adolescentes carentes, que os alunos de Luana conquistaram as bolsas. Ela conta que o sapateado não é tão conhecido em Belo Horizonte, apesar de o Brasil ser o segundo país mais desenvolvido nesse estilo de dança, ficando atrás apenas dos EUA. “Vários eventos internacionais acontecem pelo Brasil, mas aqui em BH o sapateado não é tão conhecido. Eu trouxe essa proposta como forma de divulgar a dança e dos dançarinos e dançarinas terem acesso a esse tipo de evento. Até porque, no perfil que temos hoje, é difícil conseguir viajar. Hospedagem, alimentação, transporte, fica tudo muito caro”, explica Luana.

As bolsas de sapateado

Com o evento Sapateia BH vieram as conquistas:  20 bolsas para os alunos  estudarem o sapateado em Las Vegas, Argentina, México e em outros estados no Brasil. O desafio agora é arrecadar o valor necessário para tornar essas viagens possíveis. “A dedicação e o trabalho coletivo é que têm feito as coisas acontecerem. A turma é muito comprometida com o trabalho.  Por exemplo, nas apresentação não contratamos equipe técnica, então o trabalho da montagem é realizado por todos. Fazemos um roteiro onde cada um sabe o que tem que fazer”, explica Luana, cheia de orgulho da sua turma.

No Centro de Dança Luana Campos, a arte entra como uma forma de juntar as diversidades, prezando o respeito e as diferenças. Se você gostou dessa história e acha que vale à pena ajudar essa turma a tornar possível esse estudo, não deixe de ajudar da forma que puder.

Participando do projeto Faço parte dessa arte, você contribui para que crianças e adolescentes em condições econômicas desfavoráveis possam vivenciar essa experiência de crescimento dentro da arte. A colaboração financeira dos doadores é usada para, inscrições em cursos e festivais,  despesas com viagens e confecção de figurino.

Já para a Isabela Rosário, irmã gêmea da Bárbara, fez questão de deixar claro como que acha incrível a relação com seus amigos e a professora Luana. “Acho aqui incrível! Quando você precisa de algo todo mundo ajuda, ninguém fala que não vai ajudar, todos são prestativos. A escola é muito unida, podemos dizer que somos irmão, a gente se ama muito”.

A turma do Sapateado

Além de ser um espaço de aprendizado da dança, o projeto é totalmente inclusivo e tem uma importância fundamental no desenvolvimento emocional, intelectual e na formação cidadã dessas crianças.  Para os alunos, nada é melhor do que essa fraternidade que cada um deles faz questão de cultivar. Bárbara Rosário, de 15 anos, fala do tanto que é incrível para ela essa comunhão. “ Aqui é união! Eu já fiz aula em outras escolas e aqui é diferente. Todo mundo tá perto toda hora se ajuda”, conta com alegria a pequena dançarina.  Sua irmã gêmea, Isabela Rosário,  deixa claro como é importante em seu crescimento a relação com seus amigos e a professora Luana. “Acho aqui incrível! Quando você precisa de algo todo mundo ajuda, todos são prestativos. A escola é muito unida, podemos dizer que somos irmãos, a gente se ama muito”.

A aluna Diana,18 anos, é pensa em fazer da dança sua profissão. “Desde que comecei a dançar eu decidi ser professora de dança. Acredito que essa bolsa é uma grande oportunidade de aprendizado, já que vamos ter aula com professores do mundo todo. Será uma chuva de conhecimento”, conta com entusiasmo.

O Gabriel, de 18 anos, acabou de passar no vestibular na USP, e mesmo assim pretende continuar com o sapateado. “O sapateado nos ajuda em âmbitos que no dia a dia a gente não aprende, como ser mais sensível com o tempo, com o espaço, com as pessoas e com a música. Essa viagem é muito importante porque é mais um momento para crescermos juntos”.

Para Rodrigo,13 anos, o sapateado lhe ajudou com a timidez e com o seu nervosismo. “Quando eu cheguei aqui eu era um pouco fechado, achei que as pessoas não iam gostar de mim. Ao longo das aulas, comecei a me liberar e ser quem eu sou. Me ajudou a perder a timidez e controlar a raiva, pois eu era meio bravo,mas aí passou”, conta o pequeno ainda meio tímido.

Com a Izabela Piana foi mais ou menos a mesma coisa. “Ainda sou tímida, mas eu era bem mais. Estar no palco sempre apresentando ajuda a perder a timidez. E igual eles falaram, a gente é quase uma família, a gente se ama e se ajuda muito”.

A turma premiada que necessita de colaboração para prosseguir

A Gabriela foi uma das alunas que se destacaram no primeiro festival Sapateia BH. Ganhou um par de sapatos profissional e uma bolsa para Las Vegas. Apesar de tentar o visto para os Estados Unidos por duas vezes, lhe foi negada a entrada no país.  “Acho que o sapateado fez minha vida melhor. Ele me ajuda no pensamento, a conhecer as pessoas, saber conviver, conversar, a ter uma relação com o mundo. Mesmo com o visto negado eu não vou deixar de dançar e de correr atrás das oportunidades”, comenta Gabi.

Como contribuir com o projeto

Se interessou? As contribuições, qualquer valor, podem ser depositadas na  Caixa Econômica Federal / Conta Poupança: 40950-9 / Agência: 0087 / Titular: Luana Campos e Silva
Caso queira ajudar de outra forma,  entre em contato com a Luana Campos pelo telefone: (31) 9 9252-199

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