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São Francisco na Arte de Mestres Italianos

São Francisco na Arte de Mestres Italianos, obras dos séculos XV a XVIII

Obras de importantes coleções italianas, que datam dos séculos XV a XVIII, traduzem as fases mais relevantes da representação de São Francisco. A mostra inclui um passeio virtual Basílica Superior de Assis, na Itália Obras de mestres como Tiziano Vecellio, Perugino, Orazio Gentileschi, Guido Reni, Guercino, Carracci e Cigoli fazem, hoje, parte de importantes coleções italianas e chegam pela primeira vez ao Brasil. Este incomparável acervo poderá ser apreciado na Casa Fiat de Cultura, de 8 de agosto a 21 de outubro, na exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que reúne 20 pinturas realizadas entre os séculos XV e XVIII. A curadoria é dos italianos Giovanni Morello, especialista em História da Arte – que idealizou e curou diversas exposições de arte antiga na Itália, no Vaticano e outros países e integra a comissão permanente de tutela dos monumentos históricos e artísticos da Santa Sé – e do professor Stefano Papetti, diretor da Pinacoteca Civica di Ascoli. A mostra apresenta as fases mais relevantes da representação de São Francisco por meio de obras que se integraram à cultura local de toda uma época e que ainda encontram espaço na cultura ocidental por seus valores artístico, histórico e simbólico. Proporcionando uma experiência imersiva e única, a mostra também inclui uma sala de Realidade Virtual que vai transportar o visitante da Casa Fiat de Cultuà ra para a Basílica Superior de Assis (1228), na Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D. Será possível fazer um passeio visual por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista. Tradição, arte e tecnologia se encontram nesta exposição. A exposição traz acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell’Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d’Abruzzo (L’Aquila), Galleria Nazionale dell’Umbria (Perugia); Istituto Campana per l’Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta, ainda, com uma importante obra de Ludovico Cardi (conhecido como Cigoli), “St. Francis Contemplating a Skull”, propriedade do colecionador e ator ítalo-americano Federico Castelluccio. O quadro virá de Nova York para integrar a exposição de Belo Horizonte. Núcleos da exposição Imagem O primeiro núcleo da mostra apresenta São Francisco nas artes renascentista e barroca influenciadas pela primeira fase de representação do santo. Morto na Itália em 1226 e canonizado dois anos mais tarde, iniciou-se em meados do século XIII uma grande produção de imagens do santo que focavam em sua aparência simples e sofrida. A figura de Francisco transmitia as privações a que se submetia, sempre com grande força espiritual. Os Estigmas Este núcleo ilustra a segunda fase da representação de São Francisco, advinda da chegada de Giotto (1267-1337) à cena artística, pintor que revolucionou a iconografia do santo. Seu famoso ciclo de afrescos da Basílica Superior de Assis elucida essa ruptura: sai de cena o São Francisco magro e sofrido e entra um santo dotado de um rosto angelical, um ícone de beleza espiritual e física. É como se os pintores dissessem que, com a morte, o santo abandonou todo o sofrimento e renasceu. Nos afrescos, Giotto também insere a cena dos estigmas – o aparecimento de marcas semelhantes às chagas de Jesus Cristo no corpo de Francisco, ocorrido em 1.224, no Monte della Verna, dois anos antes da sua morte. O fato fez grande sucesso entre artistas dos séculos seguintes, principalmente porque Francisco ficou conhecido por ser o primeiro homem a ter os estigmas. O episódio é, sem dúvida, aquele mais retratado da vida de São Francisco e, por isso, este é o núcleo com o maior número de obras da exposição. Apesar da repetição do sujeito, a sucessão das pinturas escolhidas pela curadoria fornece uma visão variada e expressiva do evento considerado milagroso à época. Conversas Sagradas O último núcleo da exposição apresenta a terceira fase da representação de São Francisco, na qual a imagem do santo é associada à iconografia da Virgem Maria com o Menino Jesus, da cruz de Cristo e de outros santos franciscanos. Esta fase decorre do momento em que Francisco de Assis se torna grandioso no imaginário da época. Primeiramente representado como um pobre homem faminto e malvestido, depois como um belo santo com as chagas de Cristo, a iconografia de sua santidade chega ao ápice no momento em que ele divide espaço com as figuras mais importantes do catolicismo, Maria e Jesus, e com seus discípulos, os franciscanos Realidade Virtual: uma visita à Basílica Superior de Assis Situada na cidade de Assis, na Itália central, a Basílica Superior faz parte do complexo da Basílica de São Francisco. A construção foi iniciada em 1228, dois anos após a morte de Francisco, a pedido do Papa Gregório IX, e os principais arquitetos e artistas daquele período e região estiveram envolvidos na construção do edifício, que muito contribuiu para a difusão do estilo artístico gótico na Itália. Em 1253, a obra foi concluída e inaugurada pelo Papa Inocêncio IV. Na sala de Realidade Virtual da exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, por meio do uso de óculos de tecnologia 3D, o público da Casa Fiat de Cultura poderá visitar a nave da Basílica e apreciar obras-primas do pintor Giotto (1267-1337): o ciclo de afrescos “Le storie di San Francesco”, que mostra 28 episódios da vida de São Francisco, pintados entre 1292 e 1296. Ligada à sala de Realidade Virtual, encontra-se uma sala de vídeo que também mostra o ciclo de afrescos para aqueles que preferirem não utilizar o óculos. O óculos possui um sistema de audioguia, que vai conduzir o visitante desde a fachada da Basílica, explicando seus aspectos arquitetônicos e a escolha da colina para a construção, conhecida como “Monte do Inferno” no período medieval, onde eram enterrados os condenados e executados. A viagem segue para a nave da Basílica, na qual ganham destaque descritivo nove afrescos de Giotto: “Francisco homenageado por um homem simples”, “A renúncia aos bens paternos”, “A visão dos tronos celestiais”, “A prova do fogo de frente ao sultão”, “Oração aos passarinhos”, “Francisco recebe os estigmas no Monte Alverne”, “A morte de Francisco”, “O pranto de Clara e de suas companheiras sobre o corpo do santo” e “A liberação do herege arrependido”. Uma das características mais marcantes da Basílica, os arcos plenos, foram utilizados na exposição para dividir os ambientes, como portais de transição entre um núcleo temático e outro. Da Basílica também é usada a rosácea, um avanço tecnológico para as construções da época, e que traz um significado simbólico de iluminação sagrada, pois só com a invenção das rosáceas foi possível iluminar melhor o interior das igrejas. A imagem da rosácea pode ser conferida na sala de Realidade Virtual, uma alusão à “janela para outro mundo” que o óculos 3D representa. Programa educativo Várias atividades paralelas vão ocorrer como visitas mediadas, ateliês para todas as idades, Formação de Professores: Iconografia e Cultura Visual Contemporânea, entre outras. Clique aqui e veja a programação completa.

Acessibilidade e Inclusão

Mediação em libras; Audiodescrição ao vivo: descrição de obra-chave com acompanhamento de mediador; Circulação descritiva: descrição do espaço expográfico com acompanhamento de mediador; Desenho cego: utilização de fios, cordões e outros materiais em substituição ao traço, ao ponto e outros elementos básicos da técnica de desenho e Pintura acessível: desenvolvida no Ateliê a partir da texturização de tintas e materiais que permitam a identificação das cores.

Serviço Exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos na Casa Fiat de Cultura” Curadoria: Giovanni Morello e Stefano Papetti 8 de agosto a 21 de outubro de 2018 Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h Foto em destaque: Cesare Fracanzano / Estasi di San Francesco /Século XVII, primeira metade, Óleo sobre tela, 71,5 cm x 64 cm Crédito: Polo Museale d’Abruzzo, Áquila (Itália)  

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