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Pedro Muriel, um novo escritor na cidade

O jovem Pedro Muriel (30), lança o seu primeiro livro, Proesia, em Belo Horizonte, no dia 20 de maio, a partir das 15h, no Plan B, Rua Ouro Preto, 1295 – Santo Agostinho. O autor é um apaixonado pela escrita e, há algum tempo, coleciona textos que publica em sua página na web, que foram transformados em livro. O nome de Proesia é por ser segundo o autor, uma mistura de prosa, proeza e poesia, que deu certo. Porque ser só prosa, proeza ou poesia, só é possível misturar tudo isso na descoberta do mundo, diz o autor.

Pedro em uma de suas viagens

Pedro Muriel é, (peço licença ao escritor Euclides da Cunha, para usar sua frase ícone), “antes de tudo um forte”. Desde a a adolescência, trava árdua batalha contra uma doença progressiva. Às vezes,  baixa a guarda, mas na maioria do tempo está firme e nada impede que ele realize  seus sonhos, como formar-se em Relações Internacionais, viajar, andar de barco (mesmo tendo de usar um respiradouro), lutar pelo direito à acessibilidade e inclusão e editar seu primeiro livro. A ideia do livro surgiu, segundo Pedro, porque “eu queria falar para as pessoas da poesia cotidiana que há no mundo. Quando dou uma volta no quarteirão de casa vejo várias coisas ao mesmo tempo e percebo que o mundo é maravilhoso e eu precisava escrever isso, que a vida vale a pena”. O livro é uma prosa poética, onde fala sobre suas viagens, o oceano, sobre churros, estrelas bailarinas, entre outros temas.  “Muitas coisas nele tem um sentido diferente, passional, tem a ver com a alma e o coração. O que há  de melhor nele é a convivência com as pessoas em todas as poesias”, explica o autor. Ele manda um recado para as pessoas, especialmente aqueles e aquelas que têm algum tipo de deficiência: “Lutem, tenham persistência, estamos aqui pra desbravar e aprender uns com os outros. Avida é feita de possibilidades, para quem tem e  quem não tem deficiência. O mundo tem de ser inclusivo pra todos. Força moçada, que todos nós temos alguma maneira de encantar a vida das outras pessoas”. Um trechinho do livro:Não quero um amor de estação, que seja maior que o verão. Não quero outono, equinócio, nem solstício, quero um amor vitalício. Não aceito um amor de inverno, gélido inferno. Não quero um amor primavera colorida, prefiro os amores mais realistas. Quero um amor estacionado no seu olhar, livre pra viver, pronto pra sonhar”. Fica aí o convite para o lançamento do livro “Proesias”, dia 20, sábado, de 15 às 20h, na Plan B, Rua Ouro Preto, 1295 – Santo Agostinho.

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