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Artigo:Odisseia Moderna

Artigo: Odisseia Moderna, da jornalista Keila Costa, fala sobre as paraolimpíadas

A vida frequentemente é feita de reservas; excessos de proteção. Para aqueles que nascem aparentemente desprovidos; tudo que os cerca são cuidados, redomas. Mas o que presenciamos nesses jogos paraolímpicos é muito mais que olímpico. Não é exagero chamá-los de deuses do olimpo, tão humanos, cheios de assimetrias e movimentos descoordenados, mas absolutamente encantadores na sua luta interior, ali expostos nas vitórias e derrotas, verdadeiras odisseias.

paralimpiadasO que neles falta parece ressurgir quando entram em ação. O nadador Daniel Dias, um s5 com má-formacão congênita, quase imbatível, politizado, ativo. A nadadora americana Makenzie Coan, de ossos quebráveis, ossos de ouro dentro da piscina. Trinta fraturas e sucessivas cirurgias; daqui a pouco serão 30 medalhas, afinal ela só tem 20 anos. A nadadora potiguar Ildene, veterana em paralimpíadas; um tiro tirou parte de seus movimentos, mas a jogou na piscina. É a oitava do mundo. E o que dizer dos maravilhosos atletas de basquete em cadeiras de rodas, seus giros e corridas e cestas certeiras; pernas nos braços. Sem contar os cegos visionários no atletismo e no futebol de cinco, oráculo. São incontáveis os personagens e as histórias de aventuras desses deuses tão humanos, demasiadamente humanos.

Parabéns ao canal brasil. TV de sinal aberto a serviço da realidade. Já falei outro dia e repito, lamentável o desserviço dos grandes canais de TV aberta, cada vez mais pequenos

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