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“Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas”

15 jan, 2020 as 20:00 5 fev, 2020 as 20:00

CCBB-BH recebe a estreia nacional do projeto “Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas”

Mostra celebra os cem anos da estreia dos Oito Batutas, primeiro grupo musical brasileiro a levar nossa música popular para o exterior, com a realização de três shows em janeiro e um show em fevereiro.

A mostra reúne Conjunto Época de Ouro e os convidados Dudu Nobre, Fabiana Cozza, Nailor Proveta e Lucas Britto. As apresentações serão conduzidas por Haroldo Costa, com idealização e direção musical do maestro Antonio Seixas e concepção da Banda Filarmônica do Rio de Janeiro

A mostra

Os espetáculos, realizados nos dias 15, 22 e 29 de janeiro, além do dia 05 de fevereiro, apresentam as diferentes fases dos Oito Batutas e abordam diversos gêneros musicais e ritmos que marcaram a trajetória do grupo como maxixes, corta-jacas, batuques, cateretês, choros, sambas, toadas, lundus, emboladas, cocos, foxtrotes, ragtimes e shimmies. 

Depois da estreia na capital mineira, o projeto segue para o Rio de Janeiro (abril) e São Paulo (junho), sempre nas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil.

A série de shows tem direção musical do maestro e pesquisador Antonio Seixas, apresentação do ator, produtor e sambista Haroldo Costa e, como anfitrião, o Conjunto Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim em 1964.

A proposta do projeto “Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas” é apresentar a versatilidade da música brasileira e sua história através das vozes de Dudu Nobre e Fabiana Cozza, além do clarinete/saxofone de Nailor Proveta e da flauta/saxofone de Lucas Brito, reunindo nomes consagrados e novos talentos da MPB, que possuem em comum uma profunda ligação com o choro e o samba.

Os shows serão realizados pelo Conjunto Época de Ouro, que, em cada um dos quatro espetáculos da série, receberá um músico/intérprete convidado. Todos os espetáculos darão ênfase às diferentes fases dos Oito Batutas e de seus integrantes como:

  • Antes do sucesso – As rodas de choro na casa da Tia Ciata e no Grupo do Caxangá;
  • O início – A temporada no Cine Palais e o sucesso nacional;
  • A glória internacional – A viagem a Paris e o contato com novas estéticas musicais;
  • Uma nova história se inicia – A dissolução do grupo em viagem à Argentina onde realizaram seus únicos registros fonográficos.

Durante as quatro apresentações, o público terá a oportunidade de acompanhar um repertório composto por obras de Pixinguinha, além de composições de Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Bonfiglio de Oliveira, Donga, China, João Pernambuco, e muitos outros.

Oito Batutas

No ano de 1919, Pixinguinha era um jovem músico que empunhava sua flauta em rodas de choro na casa da Tia Ciata e no Grupo do Caxangá, orquestra formada pela nata dos chorões do Rio de Janeiro, como Donga, China e João Pernambuco, e que se dedicava à execução de músicas nordestinas e de caráter regional.

O Cine Palais era um elegante cinema localizado na Avenida Rio Branco, região central da cidade do Rio de Janeiro e frequentado pela elite da cidade cujo gerente era Isaac Frankel, um senhor calvo, de bigodes, sempre com um charuto nos lábios. A gripe espanhola havia feito mais de 14 mil mortos entre a população carioca em 1918, e os cinemas se ressentiam da ausência do público, que, desde a grande pandemia, evitava aglomerações em lugares fechados.

Impressionado com a multidão reunida por um bloco carnavalesco que se apresentava no coreto do Largo da Carioca – o Grupo do Caxangá –, Isaac Frankel abordou Pixinguinha, um dos músicos do grupo, e o arrastou para uma conversa em particular atrás do coreto.

Oito Batutas

Frankel tinha uma proposta tentadora para Pixinguinha: montar um grupo para se apresentar na sala de espera do elegante cinema nos intervalos entre as sessões dos filmes em cartaz. O Grupo do Caxangá era composto por 19 músicos e Frankel, então, sugeriu um número reduzido de integrantes e ao mesmo tempo propôs um nome sonoro para a nova orquestra: “Oito Batutas”.

A estreia dos Oito Batutas ocorreu em abril daquele ano, vindo a se tornar um dos grupos musicais mais importantes da história da música brasileira, sendo a sua primeira formação: Pixinguinha na flauta; Donga, Raul Palmieri e China nos violões; Jacob Palmieri no pandeiro; Luís Pinto na bandola e reco-reco; Nelson Alves no cavaquinho; e José Alves de Lima no bandolim e ganzá.

Intérpretes:

Dudu Nobre:

Além de intérprete, o sambista é também um consagrado compositor., Dudu Nobre é um dos artistas mais respeitados do gênero. Autor de sambas-enredo vitoriosos em todo o Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Belém do Pará.

Foto crédito: Gilson Braga

:Lucas Brito::

Lucas Brito, 26 anos, é saxofonista e clarinetista de Nova Friburgo/RJ. Iniciou seus estudos musicais aos oito anos em sua cidade natal. Estudou flauta com renomados professores como Eduardo Monteiro (UFRJ), Afonso Oliveira (UFRJ), Danilo Mezzadri (EUA), Cássia Carrascoza e Mathias Allin (Alemanha). Atuou como flautista solista da Banda Sinfônica da Marinha, da Orquestra Sinfônica da UFRJ, e da Banda Sinfônica Campesina Friburguense e Integrou a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro (OSRJ).  Como solista, apresentou-se recentemente no Duc des Lombards, em Paris, e no Clube do Choro de Lisboa.

Foto/ crédito – Babi Furtado

Nailor Proveta

Com 30 anos de carreira, Nailor Proveta é figura de destaque no cenário da música instrumental brasileira. Integrante e fundador da Banda Mantiqueira, compositor e arranjador, além de instrumentista, esteve envolvido em muitos dos melhores e mais relevantes projetos musicais das últimas décadas.

Proveta começou na banda municipal de Leme/SP, onde nasceu. Integrou a orquestra do maestro Sylvio Mazzuca. Depois, liderou a Banda Aquarius e o grupo Sambop Brass, e dividiu o palco com artistas como Natalie Cole e Benny Carter, além de ter seguido em turnês com a orquestra de Ray Conniff. Até hoje, Proveta é um dos clarinetistas mais requisitados do país,

Foto-Fla-#769vio-Guarniero

Fabiana Cozza

Pauistana, cantora e jornalista, exerceu o jornalismo durante oito anos, sendo sua última atuação na Copa de 2002. Deixou o Jornalismo aos 24 anos para assumir sua carreira artística de intérprete.

Estudou canto popular, teoria musical e prática de conjunto na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual Emesp). É considerada críticos e público como uma intérprete de destaque na música brasileira contemporânea.  Venceu duas edições do Prêmio da Música Brasileira: em 2012 – Melhor cantora de samba, e 2018 – Melhor álbum em língua estrangeira (por “Ay, Amor!”).

Fabiana tem levado a música brasileira a festivais em Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile, Espanha, Portugal, Suécia, Cuba, Moçambique, Cabo Verde.

Foto-Marina-Decourt

::Serviço::

“Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas”

Datas:
15/01 – Época de Ouro convida Dudu Nobre
22/01 – Época de Ouro convida Lucas Brito
29/01 – Época de Ouro convida Nailor Proveta
05/02 – Época de Ouro convida Fabiana Cozza

Horário: sempre às 20h

Local: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários)

Ingressos: R$30 inteira e R$15 meia

Detalhes

Início:
15 janeiro as 20:00
Final:
5 fevereiro as 20:00
Categoria de Evento:
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CCBB BH

Praça da Liberdade, 450, Funcionários
Belo Horizonte, Minas Gerais Brasil
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