Ateliês de Santê: Gabriel Fiúza - Santa Tereza Tem
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Ateliês de Santê: Gabriel Fiúza

Emoções emolduradas de Gabriel Fiúza

Reportagem e fotos: Letícia Assis

Entender uma obra de arte nem sempre é fácil, temos que parar para refletir, saber sua história e um pouco sobre o estilo do artista. Mas, sabemos que essas peças raras são representações da forma como o artista vê o mundo e a si mesmo.

Gabriel Fiúza esta copy
Gabriel Fiúza em seu Ateliê

Nesse ponto, os quadros pintados por Gabriel Fiuza, morador de Santa Tereza, deixam claro suas emoções pela maneira que são feitos. Suas obras expressam com clareza os sentimentos do artista, que primeiro são amadurecidos por dentro, para depois ganhar vida aqui fora.

Fiuza começou a desenhar cedo, sem técnicas, mas com muita expressão. “Antes de entrar para faculdade desenhava bastante e os meus desenhos tentavam levar uma visão politica, alguma manifestação. Eram menos técnicos e mais a expressão de uma visão interna, até mesmo para buscar um norte interior”.

A Igreja e parte da Praça na visão de Gabriel

Decidiu, após um tempo, cursar Artes Plásticas, na Escola Guignard. “Sempre tive muita sensibilidade para a arte, de uma forma que não lisonjeava com a prova de talento de artista, sabe? Sempre vi a arte como um meio de expressão para algo além do que meramente provar seu potencial”, explica o pintor que sempre se preocupou mais com a transparência de suas emoções do que com a técnica. Quando batermos o olhar nos trabalhos de Gabriel, fica óbvia essa observação.

Apesar do dom do desenho, segundo ele, a afinidade com a pintura começou mesmo na Escola Guignard, ao usar os pinceis pela primeira vez. “Já tinha me expressado por gestos, desenhando, mas quando vi a pintura pela primeira vez,  descobri que isso seria a minha vida inteira”.

Fiuza tem seu próprio estilo e único. O que começa como um borrão, aos poucos vai criando forma e ganhando sua identidade. Ele movimenta as tintas a óleo e acrílica, mistura as cores e, a partir do vai aparecendo, deduz qual forma o quadro irá tomar. “Pode ser um trabalho figurativo, mais voltado para um realismo, um retrato ou extrapola, porque representa a emoção da paisagem na qual estava inserido”.

Para o artista, a maior dificuldade no processo criativo está  dentro de si mesmo. “O trabalho pode acabar tendo uma barreira e paro de fazê-lo. Ainda tem muito quadro precisando ser acabado, porque fica faltando alguma vivência daquilo, para poder finaliza-lo, algo a mais de percepção. Eu sou fiel ao que estou sentindo e tentando transmitir”.

Auto retrato

Sua dedicação também está voltada em manter seu ateliê em Santa Tereza e atender as encomendas. E por falar em Santa Tereza, ele tem várias pinturas em que retrata o bairro de uma forma colorida e sossegada.

Ateliê: Rua Raimundo Nonato 422 B – Santa Tereza – Belo Horizonte/MG
Telefone para agendar visita. WhatsApp: (31) 98361-9535

Matéria de 2018, atualizada em 14 de abril de 2019,

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