A terça-feira de carnaval em Santê - Santa Tereza Tem
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A terça-feira de carnaval em Santê

A terça-feira de carnaval em Santê em grande estilo

O desfile de blocos de rua em Santa Tereza, fechando o carnaval 2018, foi em grande estilo com  Coco da Gente, Maria Baderna, Inocentes + Santê. Coco da Gente O bloco Coco da Gente, que sempre saía da Praça José Persilva, levou seu cortejo desta vez para a Rua Conselheiro Rocha, na Vila Dias, que muita gente não sabe,  faz parte do bairro Santa Tereza. O bloco foi criado  pelo mestre de capoeira, Pedro Campolina e seus amigos a partir do batuque mensal, no largo do Orlando. Era tão bom que  virou costume a boa roda de capoeira, acompanhada de samba, ciranda e muito coco, ritmo típico do nordeste brasileiro. O bloco este ano teve um aumento significativo de seus integrantes e contou inclusive com um trio elétrico.  Muitas crianças, jovens e idosos participaram da folia, seja na bateria ou cantando e rodando as saias coloridas ao som das canções nordestinas,  e brincadeiras de roda típica do nordeste brasileiro.Debaixo de um sol escaldante, o bloco, mais uma vez, mostrou que a cultura popular continua presente. Atualmente o grupo desenvolve um trabalho social na Vila Dias com oficinas de percussão em parceria com o projeto Fazendo o Novo Futuro, segundo uma das participantes, a psicóloga Mirian Almeida, que reside no bairro Paraíso. Ela comenta que “é importante que os grupos de cultura popular explorem os lugares da cidade que são marginalizados. A experiência aqui na Vila Dias, onde foram feitos os ensaios foi gratificante diante a troca de conhecimentos entre os moradores do lugar e o bloco”. Joana D`Arc Almeida, moradora da Vila Dias e prestadora de serviço na igreja de Santa Tereza,  ficou da janela de casa apreciando o desfile. “O bloco trouxe mais alegria para a Vila. Foi muito bonito de ver e estou até pensando em participar da oficina de percussão. Sempre quis tocar um instrumento e acho que vai ser agora”. A relações publica, Júlia Furtado, reside há três anos no bairro e não conhecia a Vila Dias. Ela comenta que “o Coco da Gente, além de resgatar a cultura popular nordestina, me proporcionou diversão e principalmente me deu a graça de conhecer meus vizinhos da Vila, após três anos vivendo aqui. Esse trabalho de integração é fundamental para o bairro”. “Nóis semo das Minas Gerais E gostemo muito de Coco Vira e mexe nóis vai pro Nordeste Pra pesquisar mais um pouco São as Mestra e os Mestre que ensina a gente O que nos deixa feliz e muito sorridente Agora nóis convida ocês tudo Pra brincar com o Coco da Gente!” Confira mais fotos em nosso Facebook Inocentes + A Santê O soar forte da bateria de Os Inocentes + A Santê contagiou o público que se aglomerava na Praça Duque de Caxias, que seguiu o bloco pela Rua Mármore até o Alto dos Piolhos, de onde ninguém queria arredar pé. A Santê é um bloquinho, filho do Bloco Caricato Os Inocentes, que em 2010 começou a desfilar em Santa Tereza, resgatando o carnaval de rua do bairro. O bloco é formado, em grande parte, por moradores do bairro e na bateria tem as crianças e adolescentes das oficinas de percussão  do projeto social coordenado pelo bloco, em vilas vizinhas ao bairro. Na bateria, regida pelo Ângelo Patyola, destaque para esses pequenos percursionistas.  Os meninos e meninas mostraram que idade não é documento, quando se trata de tocar um instrumento e de cantar. Confira mais fotos em nosso Facebook Maria Baderna O Bloquinho de Contagem, Maria Baderna e seus bonecos, já é tradição e esperado na terça-feira de carnaval em Santa Tereza. Este ano não foi diferente, com o público aplaudindo a passagem dos bonecos e do bloco pela Praça Duque de Caxias. O nome Maria Baderna faz referência à bailarina italiana Maria Baderna, que em fins do século XIX, veio com uma companhia de dança daquele país se apresentar no Rio de Janeiro.   Dançarina principal do grupo, além de talentosa, Maria era dotada de espírito rebelde e contestador, recebeu grandes críticas ao introduzir entre os passos da dança clássica gestos do lundu, dança afro-brasileira praticada por escravos e forros perseguidos pelas autoridades na época. Em meio à polêmica de que Maria Baderna estaria corrompendo a juventude brasileira, aqueles que defendiam sua arte passaram a ser estigmatizados de baderneiros. Seriam eles os primeiros “baderneiros” da história do Brasil. E mais uma vez o Baderna brilhou!   Confira mais fotos em nosso Facebook Fotos: Eliza Peixoto / Santa Tereza Tem

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